Taboão da Serra é uma cidade que expressa uma riqueza nos seus números
econômicos, mas sua realidade social é triste. Segundo o Seade no seu IPRS
(índice paulista de responsabilidade social, 2015), nosso PIB gira em torno de
R$ 8 bilhões, o orçamento público municipal passou de R$ 700.000.000,00
(Setecentos milhões de reais anuais, 2017), indústria é 27,5% de nossa
economia, que teoricamente pagaria melhores salários, enquanto 72% é economia
de serviços, todavia, nossa renda per capta é R$ 29.140 anuais, baixíssimo comparando
com região metropolitana e estado de São Paulo, R$ 51.700 e R$ 45.065
respectivamente. Estamos marcados pela desigualdade, a crise econômica
contribui com isso também, mas não só.
A atual administração municipal do PSDB, é frágil no desenvolvimento
de políticas públicas de enfoque social e isso tem reflexo nas condições de
vida da população, como na dimensão longevidade da população, Taboão tem baixa
expectativa de vida, visto que em 2012 era de 65 anos caindo para 63 em 2015, o
estado de São Paulo e região metropolitana registra 70 anos. O que gera a má
qualidade de vida na cidade? Uma das razões está no IFDM (índice Firjan de
desenvolvimento municipal), no qual, Taboão ocupava em 2012 a posição nacional 558º
e 102º entre os municípios de São Paulo em saúde pública, já em 2016 caiu para
a posição 973º nacional e 199º estadual. Prefeitura diz que investe 32% do
orçamento na saúde, mas em que parte, prédio não cura ninguém, onde?!
Os números mostram o município de Taboão da Serra estagnado em Emprego
e Renda, enquanto em 2012 marcava alto índice de desenvolvimento (0,7807), 2016
registra queda constante (0,6017). No índice geral Firjan de desenvolvimento
municipal medido entre 2012/2016 Taboão da Serra tem caído de IFDM 0,8464 para IFDM
0,8018. Só salva a educação subindo de IFDM 0,8720 para IFDM 0,9175, da qual, rendo
as homenagens a todos os profissionais da rede municipal de educação pelo esforço e profissionalismo
embora, estejam com vencimentos sem reposição sequer inflacionária, desde 2011.
Por tudo isso, concluo e afirmo:
“A Taboão da Serra que queremos, pode ser muito melhor do que a que temos, não queremos que a Taboão da Serra que
apresenta índices de riquezas elevados, continue a mostrar péssimos indicadores
sociais, como a que vemos”.
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