terça-feira, 3 de julho de 2018

TABOÃO RICO POVO POBRE, EDUCAÇÃO EXCEÇÃO?

Taboão da Serra é uma cidade que expressa uma riqueza nos seus números econômicos, mas sua realidade social é triste. Segundo o Seade no seu IPRS (índice paulista de responsabilidade social, 2015), nosso PIB gira em torno de R$ 8 bilhões, o orçamento público municipal passou de R$ 700.000.000,00 (Setecentos milhões de reais anuais, 2017), indústria é 27,5% de nossa economia, que teoricamente pagaria melhores salários, enquanto 72% é economia de serviços, todavia, nossa renda per capta é R$ 29.140 anuais, baixíssimo comparando com região metropolitana e estado de São Paulo, R$ 51.700 e R$ 45.065 respectivamente. Estamos marcados pela desigualdade, a crise econômica contribui com isso também, mas não só.
A atual administração municipal do PSDB, é frágil no desenvolvimento de políticas públicas de enfoque social e isso tem reflexo nas condições de vida da população, como na dimensão longevidade da população, Taboão tem baixa expectativa de vida, visto que em 2012 era de 65 anos caindo para 63 em 2015, o estado de São Paulo e região metropolitana registra 70 anos. O que gera a má qualidade de vida na cidade? Uma das razões está no IFDM (índice Firjan de desenvolvimento municipal), no qual, Taboão ocupava em 2012 a posição nacional 558º e 102º entre os municípios de São Paulo em saúde pública, já em 2016 caiu para a posição 973º nacional e 199º estadual. Prefeitura diz que investe 32% do orçamento na saúde, mas em que parte, prédio não cura ninguém, onde?!
Os números mostram o município de Taboão da Serra estagnado em Emprego e Renda, enquanto em 2012 marcava alto índice de desenvolvimento (0,7807), 2016 registra queda constante (0,6017). No índice geral Firjan de desenvolvimento municipal medido entre 2012/2016 Taboão da Serra tem caído de IFDM 0,8464 para IFDM 0,8018. Só salva a educação subindo de IFDM 0,8720 para IFDM 0,9175, da qual, rendo as homenagens a todos os profissionais da rede municipal  de educação pelo esforço e profissionalismo embora, estejam com vencimentos sem reposição sequer inflacionária, desde 2011.

Por tudo isso,  concluo e afirmo: “A Taboão da Serra que queremos, pode ser muito melhor do que a que temos,  não queremos que a Taboão da Serra que apresenta índices de riquezas elevados, continue a mostrar péssimos indicadores sociais, como a que vemos”.

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