O Brasil vinha desde 2003 numa linha política de maioria desenvolvimentista, via valorização das exportações de commodites, que apontava um crescimento estrutural interno somado a geração de um grande mercado interno de consumo e expansão via Mercosul. O País se colocou entre as Nações protagonistas das relações internacionais, vide, G20, BRIC's, Unasur, intercâmbio na Africa e fortalecimento do Mercosul e inclusão da Venezuela. A descoberta do Pré-Sal confirmou o avanço brasileiro na auto suficiência energética.
O País parecia navegar na frase famosa "o País do futuro" no presente, todavia, o último pleito eleitoral dividiu a sociedade em movimento político iniciado a partir de 2013, que de repente ignora toda essa trajetória positiva do Brasil que a um só tempo trouxe respeito internacional, desenvolvimento nacional, sediou uma copa do mundo, uma olimpíada, todos contentes, coisa impressionante, mas o lider do projeto neoliberal derrotado pela quarta vez seguida decidiu não aceitar o resultado das urnas e passou a deslegitimar o processo eleitoral, embora a presidente eleita, achando que ia acalmar os mercados, nomeou representantes dos rentistas, perdendo sua base social quase que de imediato, daí em diante foi provocada diuturnamente uma crise política que piorou a crise econômica e, com objetivo claro de derrubada do governo eleito cometeu-se todo tipo de traição, inclusive, por parte do vice presidente conspirando à luz do dia.
Um golpe parlamentar com o acovardamento do poder judiciário somado à uma operação policial muito seletiva, dita para combater a corrupção mais sabemos todos que essa estratégia de usurpação do poder não é nova, nova foi a tática adotada; golpe parlamentar sem crime de responsabilidade, onde o importante é o rito, não o conteúdo.
Hoje estamos em regime de exceção, pois o golpe está em andamento sob forças de centro direita ultra liberal e, como resultado, todos os dias a classe trabalhadora e todos aqueles que precisam de alguma forma do Estado estão a perder direitos e conquistas civilizatórias recentes e históricas.
É o golpe 2016!.
