Esse 2015 será um ano agitado, diversas forças da sociedade têm se manifestado devido ao ambiente democrático atual no Brasil. O debate das ideias está a todo vapor na sociedade. A grande não novidade deste ano é a representação congressual do povo, que acredito estar, por um detalhe muito importante, financiamento privado de campanha, destoando dos valores e desejos de mudanças gritados pelo povo na rua em 2013.
Chego a essa conclusão ao observar a proposta de reforma política "soprada" na Câmara Federal capitaneada por seu presidente Dep Fed. Eduardo Cunha (PMDB), que tem como premissas institucionalizar o poder econômico mantendo financiamento de campanha por empresas, como condutor da política via o chamado voto majoritário e distritão. Outro ponto em discussão é um novo pacto federativo que, pelo que se apresenta, quer esvaziar os cofres da União, que tem feito uma política republicana de distribuição dos recursos, baseado em projetos de integração nacional, isto é, sem paroquialismo partidarista, despejando recursos aos municípios, mas sem metas de utilização dos recursos.
Voltaremos ao coronelismo paroquial e o povo dirá se senhor(?!), agradecido pelos favores feitos com o dinheiro público, ou seja, seu próprio dinheiro.

